Apoio a Eduardo Leite por Pérsio Arida e Armínio Fraga dificulta decisão de Kassab sobre presidenciável do PSD

  • 27/03/2026
(Foto: Reprodução)
Os economistas Pérsio Arida e Armínio Fraga declararam apoio à Eduardo Leite na disputa à presidência em 2026 dentro do PSD. Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), recebeu nesta semana o apoio de dois grandes economistas brasileiros na disputa interna que deve decidir quem será o candidato do PSD à Presidência da República em 2026. Pérsio Arida – conhecido como um dos pais do Plano Real – e Armínio Fraga, ex-ministro da Fazenda dos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), anunciaram preferência por Leite na disputa com Ronaldo Caiado para indicação do partido de Gilberto Kassab. Arida e Fraga apoiaram na eleição de 2022 a candidatura do presidente Lula (PT) na disputa contra Jair Bolsonaro (PL), mas neste ano afirmam que "é preciso construir uma candidatura alternativa à polarização" entre lulismo e bolsonarismo. “Eu não acredito que a situação polarizada que temos hoje vai dar uma resposta [aos problemas do Brasil]. Acredito que, quem pode colocar o Brasil nessa trajetória é o governador Eduardo Leite”, declarou Armínio Fraca em Porto Alegre nesta quinta-feira (26), durante encontro com empresários. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, em evendo na Assembleia Legislativa de SP (Alesp). Divulgação/Alesp “Eduardo Leite acabou de lançar o programa para o Brasil dele e já declaro, de partida, ele é o meu candidato. E espero que ele seja o escolhido [no PSD]. (...) Tínhamos [na criação do Plano Real] um presidente extraordinário, um caso raríssimo na política, de um intelectual que pensava o Brasil e era político ao mesmo tempo. Espero que venhamos a ter a aventura de termos um novo presidente com essas mesmas características na figura do Eduardo”, disse Arida em um evento em São Paulo no início de março. O apoio de peso dos dois economistas joga pressão no presidente do PSD, Gilberto Kassab, que disse que vai escolher até o fim de março entre Ronaldo Caiado e Eduardo Leite para liderar o partido na eleição presidencial de outubro. O governador de Goiás tem ligeira vantagem por ter apoio do agronegócio e de correntes mais conservadoras ligadas ao bolsonarismo dentro do partido, mas tem enfrentado grande pressão do mercado financeiro para escolher um candidato mais equilibrado nas falas e que represente o eleitor de centro. Em entrevista à GloboNews na última quarta-feira (25), o próprio Eduardo Leite se classificou como único representante de Centro entre os pré-candidatos do PSD. “O PSD precisa ser, nesta eleição, o centro que está faltando. Com todo respeito ao governador [Ronaldo] Caiado, o que ele busca representar já tem representante na direita”, afirmou Leite em entrevista ao programa Mais, da GloboNews (veja vídeo abaixo). PSD deve ser o centro que está faltando no Brasil, diz Leite ao defender candidatura "É legítima a aspiração do governador Caiado, pela sua trajetória e vida pública, de se apresentar. Mas, na minha leitura, a circunstância política exige que o partido se posicione ao centro — onde não há representante, onde precisamos chamar a reflexão do povo brasileiro para um outro campo político que ainda não está representado neste processo eleitoral", disse. Leite se reuniu nesta quarta (25), em São Paulo, com o presidente Gilberto Kassab, que também se encontrou nesta semana com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. As conversas ocorrem após a desistência de Ratinho Júnior de participar do processo interno que vai definir o candidato do partido à Presidência neste ano. Na entrevista na GloboNews, Leite rejeitou a ideia de que o centro seja uma posição de isenção e pregou o que chamou de "centro posicionado". "O centro não é a ausência de posição. É a possibilidade de convivermos democraticamente e rompermos essa polarização. De um lado, ser firme na segurança pública e no ajuste de contas — bandeiras apropriadas pela direita — e, de outro, proteger os vulneráveis, bandeira apropriada pela esquerda", comentou. Gilberto Kassab e os três pré-candidatos do PSD à Presidência, os governadores Eduardo Leite (RS), Ronaldo Caiado (GO) e Ratinho Júnior (PR) durante evento do partido em SP Paulo Gomes/TV Globo Leite estabeleceu uma condição para sua desincompatibilização do cargo, cujo prazo termina em 4 de abril e descartou qualquer composição que não o coloque como cabeça de chapa na corrida ao Planalto. "Não sairei para outra candidatura que não seja de Presidente da República. Tenho responsabilidade com o meu estado. Portanto, para concorrer a presidente, eu me desincompatibilizo. Caso contrário, permaneço no meu cargo até o final do mandato", afirmou. Ao comentar a desistência de Ratinho Junior do processo interno do PSD, afirmou que não há escolha do pré-candidato ainda. “Vocês tinham uma notícia de que o Ratinho ia ser anunciado e olha o que aconteceu. Não deve ser cravado absolutamente nada antes de haver um anúncio oficial”. Leite afirmou que o partido ainda precisa “processar” as mudanças e entender que o cenário político exige uma alternativa que não esteja apenas “disputando a direita”. Punição a Lula, Bolsonaro e ministros do STF Eduardo Leite fala sobre defender punição a ministros do STF que foram julgados culpados por crimes Ao ser questionado sobre o tom de sua campanha, Eduardo Leite afirmou que pretende dialogar com eleitores lulistas e bolsonaristas. "Não se trata simplesmente de ser anti-Lula ou anti-Bolsonaro. Eu quero conversar com os eleitores deles. Há eleitores do Bolsonaro legitimamente preocupados com a segurança pública, que querem ver mais firmeza no combate ao crime. É preciso, sim, ter mais rigor — mas dentro das regras do jogo, não com esculacho ou violência. É preciso estratégia e gestão, como fizemos no Rio Grande do Sul", afirmou. O pré-candidato também afirmou que pretende apontar inconsistências nos legados de Lula e de Jair Bolsonaro. "Eu sou a favor de que presidente da República que favoreceu e intermediou a empresas empreiteiras na Petrobras para ter contratos tem que ser julgado e preso, como foi com o presidente Lula preso lá atrás", disse sobre o presidente. "Presidente da República que articula movimento golpista que faz, que busca uma ruptura institucional como o presidente Bolsonaro na investigação ficou demonstrado que fez, tem que ser julgado e preso", acrescentou. Na resposta, Leite também defendeu que eventuais irregularidades cometidas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sejam investigadas e punidas. "Ministro da Suprema Corte que se venha a demonstrar tenha tido envolvimento com investigados por corrupção, tem que ser feita a investigação dura, rigorosa e, se tiver envolvimento, tem que ser julgado e preso. Não é só perder o mandato, não é só impeachment, tem que ser dado consequência", disse. Reforma política Leite argumentou que o Brasil não pode ficar refém de "escândalos de ocasião" e que a solução passa por mexer na estrutura das instituições. Segundo o governador, o país precisa de uma reforma política que inclua a discussão sobre a periodicidade das cadeiras na mais alta corte do país. "Se a gente não colocar energia em uma reforma política e, de outro lado, a gente ajuste mandatos de ministros do Supremo, a gente vai ter sempre um desarranjo político que vai impedir o Brasil de avançar", disse.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/eleicoes/2026/post/2026/03/27/apoio-a-eduardo-leite-por-persio-arida-e-arminio-fraga-dificulta-decisao-de-kassab-sobre-presidenciavel-do-psd.ghtml


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